13 de julho de 2007

Liberdade


do Lat. libertate

s. f., faculdade de uma pessoa poder dispor de si, fazendo ou deixando de fazer por seu livre arbítrio

qualquer coisa;
gozo dos direitos do homem livre;
independência;
autonomia;
permissão;
ousadia;

- de consciência: direito de emitir opiniões religiosas e políticas que se julguem verdadeiras; - de imprensa: direito concedido à publicação de algo sem necessidade de qualquer autorização ou censura prévia, mas sujeito à lei, em caso de abuso; - individual: garantia que qualquer cidadão possui de não ser impedido de exercer e usufruir dos seus direitos, excepto em casos previstos por lei.

Confesso que acompanhar a actualidade é das coisas que mais fazem do Bróculo Bróc
ulo em Brasa... Afinal de contas, isso não é ser livre, é deixar que a realidade nos absorva e nos tolha a nossa liberdade e a nossa criatividade, a nossa visão e os nossos ideais.
Jornais, blogs, canais de televisão, etc., todos à procura de explicações que justifiquem a existência de separação entre opiniões opostas, partidos diferentes e marcadas personalidades da vida publica gritando por atenção mediática.

Pode a politica intrinsecamente dar lugar a tanta paixão? O Bróculo não vai muito nisso, não me parece que isto possa ser fruto
de paixões ideológicas e espírito serventil. Ninguém ofende, mente, sacaneia, ilude e se desresponsabiliza por querer servir o povo. Esse é obviamente (para um não-politico) um valor demasiado alto para se descer tão baixo.

Aquelas lutas titânicas e debates inflamados são típicos de quem defende não o que é de todos mas sim o que é seu e só seu e quando os vejo a espumar da boca e a começar as frases por "EU" isto e "EU" aquilo, prefiro não me identificar com eles. Votarei sim mas com consciência de estar a votar num mal menor.

Mas se não é o escutismo, então o que moverá a classe politica? O que os faz quererem se-lo? Que sinais e que respostas é que a "actualidade" nos dá acerca desta questão? E que clarividência terão os outros, aqueles que não perdem tempo a pensar nestas coisas e simplesmente "cagam para a politica"?
As gentes desinteressadas, que até podiam pôr os interesses comuns a frente dos interesses pessoais e dar um novo rumo a este pais, fazem parte do ultimo grupo, mas infelizmente
como disse um destacado membro da nossa sociedade há uns tempos atrás, "a má moeda expulsa a boa moeda"...
No entanto e por oposição a isto, há também a ter em conta que aparecem novos soldados para esta guerra, afinal "se não podes vencê-los junta-te a eles" e, o cidadão comum adere à politica porque sabe que se não fizer parte do partido x ou y não tira os proveitos profissionais máximos e nunca atingirá as metas que ambiciona na vida. Se o objectivo é chegar ao topo ou lá perto, não se lá chega sem uma mãozinha de um camarada...

Para quem tem visto o autómato José Sócrates na sua versão 2.0 representando uma espécie de novela cibernética na televisão, a "realidade" confunde-se com a ficção...
E a realidade é que a liberdade está ameaçada porque os políticos procuram a auto-satisfação das suas ambições mundanas, fazendo um grande malabarismo para tal, mesmo que isso implique um muito pouco subtil lobbying em que se tenta comprar um canal de TV através de uma empresa publica (PT), depois despede-se o director conseguindo-lhe uma oferta de emprego (esta é obra!) e depois abafa-se uma pivô de telejornal com pressões a uma empresa espanhola. E já agora também não nos podemos esquecer da universidade que foi mandada fechar e outras coisas que tais. Se isto aconteceu tudo por acaso é bom que Sócrates comece a jogar no Euromilhões porque o gajo tem mais vaca que o Sporting no jogo com o Twente...

"Quando a imprensa é livre, as vantagens da liberdade contrabalançam-lhe os inconvenientes"

Benjamim Constant


Cabala




do Hebr. kabbala, ensino oculto

s. f.,
sistema hebraico de interpretação bíblica;
ciência oculta, conluio ou intriga secreta entre indivíduos que conspiram para o mesmo fim;
maquinação, tramóia, trama.









Meus caros amigos de horta, o bróculo vem expressar a sua indignação e repudia pela cabala indecente de que está a ser alvo!
Para além de o plagiarem na sua própria horta, ainda criam suspeitas acerca da sua virilidade!Então agora o bróculo "é uma flor"!!??Anda um gajo na faina há uma série de anos a criar uma mística de sex-symbol baseada no principio de que o vegetal é sexy e altamente comestível e não é que aparece alguém que põe em causa a sua vegetalidade!? Pois digo a esses delactores que ESTE é um Bróculo orgulhoso, um macho em brasa que de flor não tem nada!Nesta vida somos aquilo que queremos e falamos do que queremos como queremos e o bróculo não recebe lições de ninguém pois é um vegetal de Abril!E sim, o cravo não é vermelho porque há quem goste de ser diferente, mas não, não dessa maneira...


1 de junho de 2007

Glória

Talvez as pessoas não se apercebam disto, mas o bróculo está a crescer! Pois é caros e fieis leitores, o feedback tem sido espantoso e a contagem de pessoas a virarem vegetarianas já vai em, espantem-se! 3! Sim, três leitores malta! YES! Este marco na carreira literária do bróculo, talvez por ser o ser modesto que é, levou-o a divagar por uma palavra que lhe é muito familiar...Glória! Não se pense que é por conhecer muitas Glórias, ou por ser natural das hortas lá para os lados de Glória perto de Estremoz, não, é que existe de facto uma grande familiaridade entre glória e o bróculo e até já há quem lhe chame "o glorioso bróculo", o que diga-se, até me faz uma certa espécie visto que o bróculo é intrínseca e nativamente verde.
Mas vamos lá então ao que interessa! Os leigos da matéria definem assim glória:

do Lat. glória

s. f.,

fama, reputação ilustre;

celebridade adquirida por grande mérito;

fig.,

brilho, magnificência, esplendor;

bem-aventurança;

ufania, orgulho;

Alphonse de Lamartine disse e muito bem Não pode haver glória onde não existe virtude”, o que nos dias de hoje põe algumas questões interessantes. Se por um lado as virtudes leguminosas são inegáveis e insuspeitas, já se pensarmos em termos de virtude fruticula, o caso muda de figura, senão vejamos...

Suponhamos que sou um puto com uma carinha laroca, tenho um penteado fashion tipo o do Paulo Bento, bem, estou a brincar, claro! Um penteado mesmo fashion daqueles que desafiam as leis da física e da química e, quando for grande quero ser um actor daqueles assim bué tás a ver!? Ou seja, sou um morango açucarado...Fama? Reputação ilustre? Celebridade adquirida com grande mérito?

E se for um gajo de um reality show? Enfim, a glória também é de plástico no mundo de hoje e fabrica-se nos média ao sabor das audiências, donde se conclui: Glorioso é aquele que desliga a televisão.

Já agora, alguém viu a Maddie?

25 de maio de 2007

O Grito



O Grito - Edward Munch


Depois de ler um e-mail com uma resposta indignada (e com piada) de uma mãe, ao argumento de Miguel Sousa Tavares (MST) a propósito da nova lei do tabaco, em que MST compara o fumo do tabaco às criancinhas barulhentas (aqui) o Bróculo resolveu tecer umas breves considerações sobre o tema.

Talvez "O grito" de Edward Munch ajude a explicar a perspectiva de MST. Acho que seria mesmo a melhor interpretação para o quadro pois, como se pode observar, o pintor também fumou bastante até dar o berro! Agora a sério, o fundo que se vê no quadro é de facto fumo, resultante de uma violenta erupção do vulcão Krakatoa que tingiu os céus da Noruega de vermelho sangue e nas palavras do próprio autor: "
De repente, ficou rubro e uma profunda melancolia e tensão se apossou de mim. Curvei-me sobre a mureta para apreciar as nuvens cor de sangue a língua de fogo que passava sobre os FJORDS.
Meus amigos foram embora e eu fiquei só, trêmulo e ansioso, como se tivesse ouvido um grito cortante e interminável atravessando a natureza". (Link)
Como se vê, é aqui estabelecida uma inequívoca relação entre grito e fumo o que deixa obviamente MST trêmulo e ansioso...

E, embora o Bróculo também não tenha muita paciência para o grito do (mini) Ipiranga das adoráveis crias de seres humanos que todos fomos um dia, talvez fosse útil acrescentar que não há registo de que alguém tenha morrido de cancro no ouvido por estar demasiado exposto ao berro da criancinha e que por tal, seja um ouvinte passivo.

E já agora acrescento. Se esses seres diabólicos não gostam do bróculo pondo-o sempre à borda do prato, porque é que eu Bróculo ei de gostar deles!? Isso não me impede claro de assumir este gesto de cavalheirismo para com o inimigo.

"Ruben Miguel, o que é que se diz ao Sr. Bróculo?"

Ora, ora, não tem de quê!

6 de maio de 2007

Agradecimento

Já devem ter reparado que o bróculo está de cara lavada e com um aspecto de comer e chorar por mais. Pois é, e tudo graças a Otelcana, o homem que desenhou esta bonecada e outra que será devidamente e progressivamente introduzida no site. Para ti um verde e fresco obrigado do bróculo.
Vejam o talento deste rapaz visitando o site dele no endereço
www.otelcana-art.blogspot.com/

Personalidade







do Lat. personalitate

s. f.,

qualidade ou carácter próprio de uma pessoa (física ou moral);

conjunto estruturado e estruturador de caracteres que distinguem os indivíduos;

consciência individual da unidade do eu;

individualidade;

Jur.,

capacidade de um indivíduo, reconhecida pela lei, para exercer direitos e assumir obrigações.


Meus amigos ter ou não ter personalidade, eis a questão que o bróculo resolveu investigar hoje.

Como é que essa história funciona? Ela é a nossa ou é emprestada? Como o actor que dá personalidade à personagem ou aquele que põe aquela mascara porque lhe é conveniente num determinado momento ou em presença de determinada pessoa.

Será que é dupla personalidade? Tripla talvez? Ou, jogamos para o empate como o Paulo Bento…E por falar nisso, também pode ser colectiva como no futebol em que onze gajos constituem uma equipa com personalidade (no caso do Benfica com dupla personalidade).

Claro que também ouvimos falar de “culto da personalidade” ou personalidades de culto e claro também as “existem” ocultas…

E depois, para nos baralhar um pouco mais, ainda existem irmãos gémeos com personalidades opostas do tipo “o gajo é o gémeo do mal mas o irmão dele é um anjo de rapaz!”. A propósito e desviando-me um pouco do tema, se conhecerem irmãos gémeos, façam o seguinte pelo vosso amigo bróculo, virem-se para um e digam: “epá, diz ao teu irmão que eu preciso de falar contigo!”. Vá, não custa nada e eu sempre quis fazer isto e nunca tive oportunidade, é bom realizarmos os nossos sonhos nem que seja através dos outros e aliás, deve ser por esta razão que existem tantas revistas cor-de-rosa!

Voltando ao tema, lembro-me também dos autarcas, que, como é sabido, não dispõe de personalidade mas, curiosamente, têm uma coisa parecida chamada “personalidade jurídica”.

Acho até que a personalidade atinge padrões de uniformização colectiva, talvez por influência cultural e da generalização dos média, se pode falar em personalidade nacional. Dai ter surgido o termo “tuga”, em que muitos dos deliciosos tiques e profundas qualidades pessoais típicas do nosso povo são imediatamente percepcionados por nós e pelos outros. Dai alguém se ter lembrado de criar o postalinho que podem ver acima sobre “o europeu perfeito”…

Esta é uma questão intrigante e aposto que pensavam que o bróculo se ia agora desmultiplicar em explicações cientifico-filosóficas, até pelos enormes recursos intelectuais reconhecidos ao legume em geral e ao bróculo em particular mas – como diria Sócrates (o nosso 1º ministro, não “obscuro” filosofo ateniense*): “NÃO”.

A explicação é muito simples. Basicamente, um gajo nasce, sem sistema operativo, (e estranhamente a Microsoft não nos põe um processo) e ao longo da vida e em especial, ao longo da infância, vamos desenvolvendo a nossa personalidade em função de diversas variáveis. No entanto, o segredo está tão-somente no número de namoradas que tivemos na primária! É realmente simples. Quem teve uma única namorada na primária é basicamente um gajo com personalidade... enfim trata-se de um gajo tímido. Duas namoradas temos um tipo extrovertido. Três ou mais namoradas, um ganda maluco. E agora as más noticias…Um gajo que teve uma ou mais namoradas na primária mas elas sabiam que o eram…meus amigos, fujam! Esse gajo é um psicopata e pode até vir a ser político ou coisa do género!cuidado!

*Não deixa de ser curioso que este homem era filho de uma parteira. Será que a liberalização do aborto é uma espécie de homenagem póstuma do homónimo? Quem sabe...




25 de janeiro de 2007

Aborto

Já muito se disse e discutiu acerca deste tema e ninguém parece entender-se a debate-lo.

O bróculo é da opinião que isso acontece pois cada interlocutor se encontra num nível ou esfera de argumentação diferente. Uns vêm o problema do ponto de vista económico e dizem por exemplo “eu não vou pagar abortos com o dinheiro dos meus impostos!” ou “as clínicas clandestinas fazem fortunas!”, outros pensam nas questões de saúde publica “continuam a morrer mulheres vitimas de aborto clandestino em Portugal!”, há aqueles que preferem a questão religiosa “não há direito de tirar uma vida inocente, é pecado!”, também existe a preocupação social “não há condições para essas crianças virem ao mundo!”, “e o sofrimento das mulheres!?”, outros ainda optam pelo individualismo “o corpo é meu, faço o que bem entender com ele!”, mas na verdade e por isto mesmo, esta é muito simplesmente uma questão moral, até porque esta perspectiva abrange, sobrepõe-se e infelizmente confunde-se muitas vezes com todas as outras…

Mas o bróculo, como aliás os restantes 9.999.999 milhões de portugueses, ou serão menos? Ouvi dizer que a população estava a decrescer…Ah! Desculpem, isto não tem nada a ver com o assunto aqui exposto!...Como eu ia a dizer, o bróculo não tem dúvidas e tem opinião formada e voto na matéria referendada, vou dar um exemplo:

Imaginem que o feto é uma espécie de cheque pré-datado (com cobertura), ou seja, embora não seja objectivamente dinheiro, é como se fosse. Apesar de um feto “não ser” exactamente um ser humano podemos estar descansados em relação à sua futura “validade humana”, é uma espécie de “vida em caixa” (já cá faltava um gajo que se lembra-se de argumentar contabilisticamente). :)

Agora pergunto: É hipocrisia pensar que é um crime surripiar este cheque? É diferente roubar um cheque e roubar dinheiro? Uma coisa é crime e a outra não? Mesmo que roubemos porque temos fome, frio, para dar a outrem qual zorro ou porque o corpo é nosso ou porque as clínicas dão dinheiro ou porque, ou porque…não interessa! Meter a mão naquele “dinheiro em caixa” é crime e deve ser penalizado! Devem as mulheres ser presas por isso? Talvez não tanto. Quantas já foram?...Por isso voto na manutenção da lei como está, consagrando as excepções que consagra.

E digo mais. Talvez porque adore o arregalar de olhos do Francisco Louça e sabendo que o meu próximo argumento o faria, apesar da minha posição ser clara eu não me inibiria de eventualmente incumprir a lei que defendo!? Hipócrita eu? Não senhor Louçã, é que a lei é para todos e de todos e possui uma universalidade que supera a fraqueza moral do indivíduo contendo princípios e valores colectivos. Quem não cumpre é punido e há que aceitar a superioridade da lei em relação a algumas das nossas fraquezas e necessidades transitórias.

Se formos perguntar a quem está preso por roubo ou assassínio, se acha que esse crime deve ser despenalizado, tenho a certeza que recebe como resposta uma gargalhada sonora e um olhar do tipo “este gajo é doido dos cornos!”…Pois que, até alguém nessa situação percebe que não é a lei que deve descer ao nível do individuo mas sim este que deve acatar (ou não com as consequências que isso tem a nível penal) os padrões de conduta social e moral que as leis sublimam.