
O Grito - Edward Munch
Depois de ler um e-mail com uma resposta indignada (e com piada) de uma mãe, ao argumento de Miguel Sousa Tavares (MST) a propósito da nova lei do tabaco, em que MST compara o fumo do tabaco às criancinhas barulhentas (aqui) o Bróculo resolveu tecer umas breves considerações sobre o tema.
Talvez "O grito" de Edward Munch ajude a explicar a perspectiva de MST. Acho que seria mesmo a melhor interpretação para o quadro pois, como se pode observar, o pintor também fumou bastante até dar o berro! Agora a sério, o fundo que se vê no quadro é de facto fumo, resultante de uma violenta erupção do vulcão Krakatoa que tingiu os céus da Noruega de vermelho sangue e nas palavras do próprio autor: "De repente, ficou rubro e uma profunda melancolia e tensão se apossou de mim. Curvei-me sobre a mureta para apreciar as nuvens cor de sangue a língua de fogo que passava sobre os FJORDS.
Meus amigos foram embora e eu fiquei só, trêmulo e ansioso, como se tivesse ouvido um grito cortante e interminável atravessando a natureza". (Link)
Como se vê, é aqui estabelecida uma inequívoca relação entre grito e fumo o que deixa obviamente MST trêmulo e ansioso...
E, embora o Bróculo também não tenha muita paciência para o grito do (mini) Ipiranga das adoráveis crias de seres humanos que todos fomos um dia, talvez fosse útil acrescentar que não há registo de que alguém tenha morrido de cancro no ouvido por estar demasiado exposto ao berro da criancinha e que por tal, seja um ouvinte passivo.
E já agora acrescento. Se esses seres diabólicos não gostam do bróculo pondo-o sempre à borda do prato, porque é que eu Bróculo ei de gostar deles!? Isso não me impede claro de assumir este gesto de cavalheirismo para com o inimigo.
"Ruben Miguel, o que é que se diz ao Sr. Bróculo?"
Ora, ora, não tem de quê!


