Fala-se muito na reactivação da economia e criação de riqueza, riqueza essa supostamente necessária para a protecção social e para fazer face às despesas correntes do estado.
O que o Bróculo pergunta do fundo da sua ignorância é: mas como é possível haver criação de riqueza se a pouca que é criada por quem resolve arriscar e trabalhar no duro é TODA para fazer frente à despesa do estado e não sobra NADA para os empresários não só poderem ver o seu trabalho recompensado (o que não é nenhum crime ao contrário do que pensa a esquerda), como ainda para poderem ver os seus negócios crescer, investir mais, criar mais emprego e mais riqueza num ciclo que vemos acontecer naturalmente noutros países mas que em Portugal não acontece...
Porque é que cá, o "gajo rico" é quase sempre politico ou bem relacionado no meio politico?
Porque é que cá, o "gajo rico" é quase sempre politico ou bem relacionado no meio politico?
Sejamos realistas, não se incentiva o trabalho, o emprego e o empreendedorismo enquanto se tirar o fruto desse trabalho das mãos de quem o realizou em prol de nada que não seja a voracidade de um sector publico sobre-dimensionado, despesista e incompetente.
Chegámos até aqui porque a banca andou a tapar o buraco da falta de poupança e criação de riqueza artificialmente durante uns bons anos. O dinheiro não se ganhava mas arranjava-se e depois logo se pagava (ou não) em suaves prestações com um juro porreiro...
Agora percebemos já tarde que o dinheiro era tão fácil de arranjar que nos esquecemos de o ganhar, de o investir e de o poupar. Este erro COLOSSAL foi validado, seguido e recomendado por aqueles que nos "lideram" e nos vêm agora OBRIGAR a pagar a factura como se fossemos nós os culpados! Desviando para isso ainda mais riqueza para o sector menos produtivo, o publico, para tapar os buracos da má gestão das empresas publicas, institutos públicos, PPP`s, câmaras municipais, empresas municipais, etc., etc....
A verdade é que os países pequenos ou grandes de que me lembro, que têm impostos baixos (nomeadamente o IVA) estão melhor que nós...
Agora que temos os olhos do mundo inteiro postos em nós, é simultaneamente mais fácil e difícil ir pelo caminho certo. BAIXAR drasticamente a despesa do estado será mais fácil mas baixar BRUTALMENTE os impostos promovendo assim o consumo interno e o investimento estrangeiro será muito difícil.
Ah, e não esquecer uma vez mais de reformar a justiça, educação e lei do arrendamento urbano e a legislação laboral...Sem estas e mais algumas afinações, não vamos lá.

