26 de fevereiro de 2010

CAVALGADURA

s. f.
1. Besta cavalar, muar ou asinina, que pode cavalgar-se.
2. Fig. Pessoa grosseira e estúpida.
3. Fig. Pessoa que revela falta de inteligência.

Que dizer de um (aargh!) 1º ministro que num evento de promoção da marca de jeans SALSA, e depois de elogiar a sua performance no mercado exterior, diz para toda a gente ouvir aqui e por esse mundo fora que continua fiel às suas Levi`s 505!!??
Mas que raio de anormaloide é um (aargh!) 1º ministro que comete uma gaffe destas com a maior das descontracções!?
Que as calças não são para uma bilha daquelas toda a gente sabe, mas porque é que ele tem que dizer que os americanos fazem um saco de batatas para conter aquele cu relaxado?
E depois ainda manda bocas à imprensa dizendo que se mexesse no microfone era acusado de impedir o trabalho deles e tal...É tão cómico este Zézito não é?
Por todas as razões e mais algumas tenho cada vez mais vergonha de ter este carniceiro como (aargh) 1.º ministro...é que isto até custa a escrever pá!
Já não lhe basta ser um abrunho trauliteiro de honradez mais que questionável, porra que ainda era preciso ser estúpido!? Sim porque há uma grande diferença entre um homem inteligente e um chico esperto. Este gajo representa o triunfo do chico espertismo. Ele deu-lhe dimensão estadista!
Um dos maiores indícios da estupidez é precisamente a falta de sentido de humor. Já viram esta cavalgadura dizer com intenção gracejadora alguma coisa minimamente risível?
Pois é, pensem nisso até às próximas eleições que já não deve faltar muito.
Santanizem este gajo de uma vez por todas! Sr. Presidente, e que tal se deixasse de nos bufar Brise nas fuças e puxasse o autoclismo de uma vez por todas?

..:: A V A T A R ::..



Se ainda não viram o filme NÃO LEIAM ISTO! O Bróculo faz revelações bombásticas!
Finalmente consegui ver o filme de que se fala! Avatar! Não em 3D pois o sistema gráfico do Bróculo é muito sensível e isso iria de certeza induzir uma dor de cabeça insuportável mas num ecran modesto a 2D.
Para começar é bom saber que os estrunfes cresceram muito, colonizaram um novo planeta e se tornaram guerreiros ferozes. Lá porque um gajo nasce pequeno não quer dizer que não venha a ser grande, o Saviola que o diga!
O filme é inovador e original em diversos aspectos e, para além da tecnologia gráfica, realçava alguns pormenores do argumento que são para mim geniais:
Em primeiro lugar, finalmente fazem um filme em que são os humanos os terríveis invasores de um outro planeta! Ainda por cima esse planeta é mais evoluído não tecnologicamente mas espiritualmente!
Depois explora o amor inter-espécies mas a partir de um olhar e um corpo semelhante, o que também trás uma série de novas questões e emoções à baila.

Também achei genial cada ser dispor de uma ligação aos outros, um género de interface USB para se conectar através de UpnP (universal plug and play) biológico!
É um filme carregado de emoções. Ouvi dizer que quem se comoveu muito com o filme foi Pinto da Costa, finalmente conseguiu ver a alma de um povo e identificar-se com ele. As semelhanças entre Pandora e as Antas em dia de jogo são gritantes!
A morte do dragão então foi um golpe muito violento para o pobre PC...
Apenas lamento não ter identificado na flora de Pandora uma versão tecnológica e heróica do Bróculo...Mas isto já se sabe no melhor pano cai a nódoa e o James Camarão não comia a sopa quando era pequeno, paciência, comeu uns cogumelos estragados...Melhor para o cinema fantástico!

Escusava é o filme de acabar com uma musiquinha pirosa igualzinha à do Titanic! Foi uma espécie de grande anti-climax final...

19 de fevereiro de 2010

Incentivo versus Subsidio

Incentivo
s. m.
1. Incitamento; estímulo.
adj.
adj.
2. Que incita ou estimula.



Subsidio
1. Fornecer ajuda ou contributo. = ajudar, auxiliar, contribuir
v. tr.

1. Dar subsídio a.
2. Pagar ou contribuir para o pagamento de algo. = financiar, subvencionar


Mais uma vez o Bróculo chega lá de fora e, tendo tido contacto com a cultura empresarial Germânica, só me ocorre que a principal diferença entre Portugal e os países mais produtivos da Europa é a mesma diferença que existe entre incentivo e subsidio.
A subsidio-dependência é um termo bastante discutido por nós pois pelo menos já temos a consciência de que estamos a fazer alguma coisa mal e de que estar dependente de esmolas não é a melhor forma de lidar com os problemas e garantir saúde económica e social. No entanto, parece que os nossos políticos e empresários ainda não terão percebido bem qual é a alternativa ao subsidio? Qual é o paradigma que deve estar por detrás de uma sociedade funcional, organizada e justa? Pois essa alternativa - toda a gente já descobriu há 50 anos atrás menos nós - é muito simplesmente o incentivo!
A natureza humana dita que para que façamos alguma coisa temos de obter algum prazer disso. O incentivo é a promessa desse prazer, um prazer da conquista e da realização de um objectivo compensador. E isto aplica-se quer no engate manhoso, quer na justiça fiscal, quer ao desporto, na alta finança, ou seja, a praticamente todas as áreas da acção humana.
Posto isto, posso dar exemplos: diz-se que é injusto que os bancos paguem menos IRC que os outros actores do tecido empresarial. Pois, sabendo-se de como são importantes (ou deviam ser) os bancos na dinâmica económica e no investimento, faça-se depender o que eles pagam de IRC, directamente daquilo que emprestam para investimento e do valor dos spreads aplicados. Por outras palavras, um banco que incentive o investimento e assuma riscos maiores pagará muito, mas mesmo muito menos IRC que um banco que se limite a recolher depósitos dos clientes...
Esta filosofia do incentivo deve ser aquilo que está por detrás de toda e qualquer decisão politica. Não é pela repressão controle e excesso de regulamentação que se cria uma sociedade produtiva e civilizada mas pela distribuição de incentivos à produtividade e boa conduta.
Mais um exemplo, porque não o imposto automóvel ser variável em função do histórico de multas e acidentes de cada condutor?
O subsidio não produz a dinâmica, não multiplica o prazer da conquista e não contribui para a auto-estima e realização pessoal. É como ser filho de um pai rico e nunca trabalhar na vida...Não são esses gajos(as) quase sempre uns anormais?
Portanto, tratem de incentivar os juízes, os médicos, os estudantes, os professores, os bancos, os empresários e toda a sociedade em geral e ponham-os a obter prazer naquilo que fazem, conscientes de que quanto mais se esforçarem mais resultados obtêm!
Esta motivação nos Alemães é tão evidente, é tão legivel nas suas acções continuas que, se pensam como eu pensava que eles são uns gajos muito sérios, aborrecidos e tal...Desenganem-se! Os Alemães são uns grandes malucos, porque vivem numa sociedade que funciona na base do incentivo e podem dar-se ao luxo de se sentir felizes e realizados.
E mais, não é por terem muito mais dinheiro que nós que deixam de ser muito mais criteriosos a gastá-lo. Basta dizer que há 2 grandes clubes de futebol na cidade que jogam no mesmo estádio, o Allianz Arena, que muda de cor conforme o clube que joga nesse dia. Simples, económico e eficaz!


                                  Lindo!!!














12 de fevereiro de 2010

2 3 0 = 0 ?

Na maioria dos países com problemas de crime organizado, este surgiu nas ruas e ao longo do tempo terá começado a ganhar dimensão chegando eventualmente às mais altas instâncias do poder.
A mim me parece que em Portugal sucede o contrario. O 25 de Abril teve como consequência a criação de uma serie de organizações de seu nome partido político. Pois essas indispensáveis organizações, vê-se hoje, não passam de associações criminosas que usurpam os recursos públicos em proveito próprio...
Toda esta conversa de finanças regionais, governabilidade, crises económica e politica, etc., não passa de séria sintomática de que é o sistema que está falido. Se é ele a causa dos problemas então é ele que tem que ser revisto.
Se para que um país possa ser governado é preciso que o povo vote massivamente num só partido dando-lhe a maioria absoluta, então pode-se dizer pelo menos semanticamente que apenas podemos ser governados por um poder absolutista?
Para quê ter 230 deputados para governar um pais de pequena dimensão sabendo-se que há empresas neste mundo que possivelmente ultrapassam o PIB nacional e estão muito longe de ter 230 gestores? E mesmo que os tivessem com certeza não estariam fechados num hemiciclo, qual gladiadores do adjectivo a chamarem-se coisas lindas uns aos outros.
Sempre que Portugal atingiu feitos extraordinários na sua história - e se calhar todo e qualquer país - isso foi resultado da visão de um homem! Escolher 230 bons homens e mulheres é muito mais difícil que escolher apenas um. E um(a) pode valer muito mais que 230!
Porque não se pensa num sistema verdadeiramente democrático em que cada um pense pela sua cabeça?
Para quê 230 a votar em bloco como se fossem apenas 5 ou 6?
Isto é nitidamente um sistema demarcadamente corporativista que incita a jogos de poder em vez de dialogo, intriga em vez de soluções e vazio em vez de verdade.
Um sistema presidencialista parece-me bem mais adequado. Não só pelo que já escrevi anteriormente mas também porque quando chega a hora de apurar responsabilidades...não há o jogo do empurra e a conversa do "mas em mil novecentos e troca-o-passo estavam vocês no poder e blá, blá, blá...".
Um presidente eleito, um parlamento com menos expressão partidária com base em eleições locais de indivíduos capazes e independentes. Metade (ou menos) dos deputados a ganharem o dobro mas sem reformas vitalícias e outros benefícios ostensivos seria talvez muito mais productivo...
Mas se se fala da baixa produtividade do trabalho em Portugal o que dizer do exemplo que vem de cima? Que produtividade têm estes tipos que em 30 anos não conseguiram mudar nada de verdadeiramente axial na sociedade? Escolas, hospitais, tribunais e auto estradas toda a gente faz (desde que haja dinheiro, crédito ou portagens), mas e quem faz os professores, os médicos e os juízes e condutores conscientes? Para isso é preciso um pouco menos de dinheiro e um pouco mais de visão...
Por isso digo que ou estes gajos acordam e começam a resolver o verdadeiro problema do País (eles próprios) ou muito em breve a evolução natural para um cenário de catástrofe social, económica e politica vai-se encarregar disso. Um novo inicio e uma descolagem de um passado recente muito pouco saudoso para os Portugueses.
Será é no entanto como em qualquer convulsão um parto difícil. Parece-me que as águas já rebentaram...Vamos ver se é o menino governo de salvação nacional ou a menina revolução popular.

6 de fevereiro de 2010

Ou seja...



Estava eu noutro dia a ver o telejornal e eis que a seguir dá uma entrevista com um desempregado famoso.
Ou seja, Abel Xavier estava a conceder uma interessante entrevista autobiográfica.
Ou seja, Faisal estava a conceder uma interessante entrevista autobiográfica.
Ou seja, ser muçulmano mas um muçulmano moderno (ou simplesmente assumido) com p*tas, vinho verde e carne de porco à alentejana à mistura.
Ou seja, enquanto jogador da bola não foi um CR9, mas foi uma espécie de Citröen AX10.
Ou seja, é preciso ajudar o Abel Faisal Xavier a arranjar um emprego para que deixe de ser o pobre concubino de Gabrielle Tuite.
Ou seja, ser freak ainda não é profissão por isso não conta...
Ou seja, agora vou parar com o ou seja que isto cansa e é ligeiramente irritante.
Afinal só mais uma: Ou seja, provavelmente estamos a lidar com uma vitima das primeiras experiências de sintetização do fabuloso Restaurador Olex, ou quem sabe, foi o 1º papel de Abel Xavier, o antes, o tal "preto de cabeleira loura" mas com uma permanente posteriormente desfrisada. É confuso não é? Pois, espelha o que lhe vai dentro da cabeça.
Agora sem ou seja...
Em primeiro lugar, neste momento em que a alcatifa voltou para nos assombrar, sugiro que uma firma de alcatifas seria um bom negócio, especialmente para quem anda com o mostruário no escalpe...Até já estou a imaginar um jingle com um slogan..."Alcatifas Faisal, pelo fofo sem igual!".
Outra sugestão. Já muitas personagens de banda desenhada saltaram dos quadradinhos para o cinema. Com Abel não é difícil imaginar o contrário até porque aquele cabelo representa uma impossibilidade perante as leis da física que regem o universo. Em banda desenhada é bem mais credível.
E por falar em universo, que tal criarem um concurso de mister universo paralelo para AX10 ganhar?
Outra sugestão já que Abel é actor, porque não integra-lo no elenco da nova série da SIC "lua vermelha" como o personagem o lãbisomem americano vindo de Londres?
Enfim, ficam aqui as sugestões para ver se o tipo se ocupa e tem alguma coisa para dizer que não seja sobre aquilo que ele parece ser e afinal não é...
Mas não é nada de vegetal Abel! Um grande abraço, o Bróculo não te conhece mas tu conheces-me bem já que como bem sabes sou muito mais mediático do que tu em Portugal!
Fica bem e um grande ou seja para ti!