21 de dezembro de 2012
14 de dezembro de 2012
Jardinagem mas assertiva sff
O povinho lusitano costuma-se definir como habitante de um belo jardim à beira mar plantado. Neste jardim, num passado não muito longínquo e durante algumas décadas, experimentaram-se diversas culturas para ver se o jardim florescia. Plantaram-se cravos de Abril, democracia, auto-estradas, fizeram-se culturas intensivas de empreendimentos e condomínios, hectares e hectares de rotundas, latifúndios de centros comerciais, etc.... Ao mesmo tempo a Europa emprestou-nos algum dinheiro para acabar ou limitar algumas actividades produtivas que brotavam do jardim ou que ia-mos buscar ao mar. Agora, o ministro da economia parece que quer plantar assim do nada uma planta a seu ver bastante rentável... a industrialização...Campos a perder de vista com industriazinhas a crescer é o sonho que ele tem. Mas num jardim não se pode propriamente plantar qualquer coisa...Se nos solos chineses a plantinha da industria cresce como erva daninha, aqui os solos não serão à partida tão férteis...É preciso pensar...Qual a vocação do própria do nosso jardim? Já percebemos que com estradas e prédios não vamos lá e são até culturas muito agressivas para os solos. Também percebemos que semeando centros comerciais e múltiplos servicinhos também não se vai lá....Como não podemos simplesmente "comer da terra" como os árabes, os angolanos ou os brasileiros pelo que o solo contém nas suas raízes, resta-nos pensar o que se dará bem neste jardim à beira mar plantado?
É sabido que o turismozinho (que é uma arvore de fruta e não um arbusto como quase toda a gente pensa) se dá muito bem com o sol. O marzinho tem um perfume muito agradável e dá-se bem como o peixinho e com a hortelã logística e com o desportozinho. Com certeza existirão muitas outras espécies adaptáveis ao solo e ao clima nacionais.
Mas antes de mais, uma reabilitação dos solos cansados é imperativa e para isso, o pobre Bróculo pensa que teremos antes de fazer um planteio de transição. Uma formosa justiçazinha, uma linda saudinha, uma prezada educaçãozinha um estadozinho boa fé e, todas essas plantações enrriquecedoras e preparatórias dos solos. Eventualmente até uma queimada para eliminar ervas daninhas como a corrupçãozinha, compadriozinho, espertice chiquisse, bronquite aguda e outras que tais. Assim, cada um de nós habitante do jardim terá uma boa enxada para usar. Quem sabe se de repente, das entranhas desse solo então cuidado e magnifico não brotará uma qualquer industriazinha autocne ou até alóctone. Isto claro não esquecendo molhos e molhos de Bróculas para lavar a vista.
Enfim, o Broculo não pode deixar de sentir a ligação à terra que o viu brotar das suas entranhas e por isso a conhece como ninguém! É a minha madre! E a minha mãe sempre me disse que só colhemos o que semeamos...
Etiquetas:
Alvaro santos pereira,
broculo,
governo.ministro,
humor,
industrialização,
jardim,
jardinagem,
lusitano,
mar,
reformas
Subscrever:
Mensagens (Atom)

