1 de junho de 2006

Morte

Então meus amigos passemos ao que interessa, a primeira palavra que o bróculo vai definir no seu ficcionário é MORTE. Confesso que não era para o fazer mas as circunstâncias da vida infelizmente assim o ditaram. O ficcionário não terá uma organização sequencial e estruturada, é apenas um “livro” de vida, um ângulo de visão como outro qualquer.

Assim, comecemos pelo fim, como fazemos com a revista que levamos para ler na casa de banho enquanto o politicamente correcto de despenha na água fria que nos respinga nas nádegas.

Morte

do Lat. Morte

s. f., acto de morrer;
fim da vida animal ou vegetal;
termo de existência;
acabamento;
fim;

Isto claro, é o que podemos encontrar no dicionário mas o bróculo, tem algumas coisas a dizer acerca deste tema, que de resto, não é visto da mesma forma por diferentes religiões, credos e culturas que têm diferentes relações com a morte. Umas mais positivas, outras nem tanto até porque também é uma questão pessoal.

Talvez uma só frase de Benjamin Franklin ajude:

O homem fraco teme a morte, o desgraçado chama-a; o valente procura-a. Só o sensato a espera.


É um bocado como o câmbio, numas partes do mundo a morte tem diferentes valores por exemplo uma death americana equivale a 50 al-quinadelas Iraquianas…

A mim parece-me que a morte é o limite, o limite de tudo, não só da vida mas também o limite da sorte, do risco, o limite do destino.

A morte é uma espécie de velho conhecido que nunca vimos mas sabemos que estamos destinados a encontrar um dia. Entretanto lá vamos sabendo que o fulano x encontrou o gajo quando escorregou numa casca de banana à porta de casa, fulano y viu o tipo quando sufocou ao engolir um malteeser, enfim, quando finalmente o encontramos só nos resta dizer “oh! Meu caro amigo, não se apresente, já ouvi falar muito de si!”.

Imagino que seja, não um gajo tipo fã dos moonspell acabado de vir de uma manifestação para pagamento das medidas agro-ambientais mas mais um gajo tipo cobrador do fraque ou até mais discretamente o homem do fraque que simplesmente anda por ai…

Entretanto vamos bebendo uns copos, cantando o fado, e esperando que nem nós, nem ninguém amigo o encontre porque pronto pá, é um gajo mesmo chato, e por vezes cruza-se com as pessoas que mais amamos neste antónimo que é a vida. Só nos resta ser sensatos até ao dia em que reencontrarmos aqueles que amamos porque dizem, o gajo é chato mas leva-nos até eles.