Hoje acordámos no porto de Ajaccio na Corsica.
A primeira coisa que salta à vista é que estamos finalmente num porto próximo da acção, ou seja, basta andarmos duas centenas de metros e estamos no centro de Ajaccio, capital da Corsica e terra natal de Napoleão Bonaparte.
Talvez devido à pedalada que trazíamos de Roma e Florença, ainda se pôs a hipótese de alugar um carro e dar a volta à ilha nas horas que tínhamos disponíveis...Rapidamente percebemos que o facto de estarmos a pisar a 4ª maior ilha do mediterrâneo significa alguma coisa. Pois é, 183kms por 53kms e um perímetro de 1000kms de praia. Agradável sem duvida mas tal como Roma, Pisa, Florença, Porto Brandão...também não se vê num dia.
Sendo assim, lá vamos nós optar mais uma vez pelo autocarro turístico e ver Ajaccio e arredores sobranceiramente e de cabelo ao vento. Como sempre, quem como nós anda nas calmas lixa-se! Isto de estar de férias no meio dos yanques tem que se lhe diga. É que estes gajos como se sabe são um bocado competitivos e encaram o melhor lugar no autocarro como o Michael Phelps encara uma medalha de ouro nos olímpicos. Epá, get out of the way, the yanques are comin!
Resultado bróculo e fava perto um do outro mas em lugares separados...e a fava ficou ao lado de um rapazito dos seus 200kgs que ocupava 1.5 lugares, pelo que, ela se contentava com os 0,5 restantes. Mas pelo menos tinha ali um bom para-vento!
Não andámos muito até perceber que os tipos aqui estacionam à Lagardère, o que não é de estranhar, afinal estamos na terra deles! Resultado? Mais de 15 minutos parados à espera, até que um grupo se juntou e arrastou o carro para fora do caminho! Faz-nos bem vir ao estrangeiro para não criticarmos tanto a nossa terrinha. O borrego é um fenómeno internacional, a diferença é que no estrangeiro eles lixam-se!
Depois de atravessar Ajaccio, dirigimo-nos a um sitio, La Parata que basicamente é um miradouro de onde se vêm as Isles Sanguinaires. Ainda é relativamente longe de Ajaccio e o caminho faz-se por uma estrada costeira lindíssima. A paisagem, com umas encostas verdejantes e pedregosas polvilhadas de casas de praia, faz lembrar o guincho/Estoril e algumas zonas Algarvias. Dá vontade de descobrir a Corsica com calma noutra oportunidade!
Uma vez ai chegados, houve um Américas que sacou de um boomerang e vai de mandar aquilo umas quantas vezes. Diz que foi só para dizer aos amigos, "at least I can say I have done it!" ...Ok, pensou o bróculo, e se eu lhe mandasse uma pedrada na cornadura? Enfim, pelo menos posso dizer que pensei em faze-lo! Já não é mau.
Na volta e sem qualquer pejo, o bróculo e a fava atacam o melhor lugar da carruagem, a Américas que lá estava sozinha num banco para 2 e nem lhe passou pela cabeça mudar de lugar para nós nos sentarmos juntos à ida, aproxima-se, emite um som do tipo pfffff e desaparece indignada. Fuck you very much, we`re going for the gold now! Pensei eu, e depois apreciei o passeio. De agora em diante, de férias, a consciência fica em casa!
Por fim, Já passeando a pé pelas ruas de Ajaccio e ao passar pela casa de Napoleão (hoje um museu), diz um americano "Such a small house for such a big man". À primeira escutadela até não soa mal, mas se pensarmos um pouco no assunto, a casa não era um palácio mas era enorme, poderia ser hoje um pequeno prédio, o Napoleão pode dizer-se que foi um grande homem pelo que fez sim senhor, mas também era uma fraca figura para ai do tamanho do João Moutinho ou mais pequeno, portanto, tenho a certeza que aquela casa era mais do que suficiente para acomodar o pequeno Bonaparte e toda a sua família!


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