6 de maio de 2007

Personalidade







do Lat. personalitate

s. f.,

qualidade ou carácter próprio de uma pessoa (física ou moral);

conjunto estruturado e estruturador de caracteres que distinguem os indivíduos;

consciência individual da unidade do eu;

individualidade;

Jur.,

capacidade de um indivíduo, reconhecida pela lei, para exercer direitos e assumir obrigações.


Meus amigos ter ou não ter personalidade, eis a questão que o bróculo resolveu investigar hoje.

Como é que essa história funciona? Ela é a nossa ou é emprestada? Como o actor que dá personalidade à personagem ou aquele que põe aquela mascara porque lhe é conveniente num determinado momento ou em presença de determinada pessoa.

Será que é dupla personalidade? Tripla talvez? Ou, jogamos para o empate como o Paulo Bento…E por falar nisso, também pode ser colectiva como no futebol em que onze gajos constituem uma equipa com personalidade (no caso do Benfica com dupla personalidade).

Claro que também ouvimos falar de “culto da personalidade” ou personalidades de culto e claro também as “existem” ocultas…

E depois, para nos baralhar um pouco mais, ainda existem irmãos gémeos com personalidades opostas do tipo “o gajo é o gémeo do mal mas o irmão dele é um anjo de rapaz!”. A propósito e desviando-me um pouco do tema, se conhecerem irmãos gémeos, façam o seguinte pelo vosso amigo bróculo, virem-se para um e digam: “epá, diz ao teu irmão que eu preciso de falar contigo!”. Vá, não custa nada e eu sempre quis fazer isto e nunca tive oportunidade, é bom realizarmos os nossos sonhos nem que seja através dos outros e aliás, deve ser por esta razão que existem tantas revistas cor-de-rosa!

Voltando ao tema, lembro-me também dos autarcas, que, como é sabido, não dispõe de personalidade mas, curiosamente, têm uma coisa parecida chamada “personalidade jurídica”.

Acho até que a personalidade atinge padrões de uniformização colectiva, talvez por influência cultural e da generalização dos média, se pode falar em personalidade nacional. Dai ter surgido o termo “tuga”, em que muitos dos deliciosos tiques e profundas qualidades pessoais típicas do nosso povo são imediatamente percepcionados por nós e pelos outros. Dai alguém se ter lembrado de criar o postalinho que podem ver acima sobre “o europeu perfeito”…

Esta é uma questão intrigante e aposto que pensavam que o bróculo se ia agora desmultiplicar em explicações cientifico-filosóficas, até pelos enormes recursos intelectuais reconhecidos ao legume em geral e ao bróculo em particular mas – como diria Sócrates (o nosso 1º ministro, não “obscuro” filosofo ateniense*): “NÃO”.

A explicação é muito simples. Basicamente, um gajo nasce, sem sistema operativo, (e estranhamente a Microsoft não nos põe um processo) e ao longo da vida e em especial, ao longo da infância, vamos desenvolvendo a nossa personalidade em função de diversas variáveis. No entanto, o segredo está tão-somente no número de namoradas que tivemos na primária! É realmente simples. Quem teve uma única namorada na primária é basicamente um gajo com personalidade... enfim trata-se de um gajo tímido. Duas namoradas temos um tipo extrovertido. Três ou mais namoradas, um ganda maluco. E agora as más noticias…Um gajo que teve uma ou mais namoradas na primária mas elas sabiam que o eram…meus amigos, fujam! Esse gajo é um psicopata e pode até vir a ser político ou coisa do género!cuidado!

*Não deixa de ser curioso que este homem era filho de uma parteira. Será que a liberalização do aborto é uma espécie de homenagem póstuma do homónimo? Quem sabe...




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