14 de setembro de 2013

Politiquice sazonal



Estávamos eu e a fava de férias a tentar desfrutar de uma bela esplanada quando o silêncio foi quebrado por uma acesa “discussão” tipo debate televisivo em prime time entre membros de um grupo de uma mesa vizinha. Ouvimos as palavras habituais “Passos Coelho”, “Sócrates”, “PS”, "PSD", “economia”, “culpa”, “Crise”, “tróica”, etc., etc. e, uma energia nefasta começou a abater-se sobre nós...A paisagem bucólica subitamente transfigurou-se e nuvens negras invadiram os céus. Começou a chover e a trovejar…Raios!
Felizmente os 3 inflamados “comentadores” talvez apercebendo-se dos comentários entre dentes cerrados e olhares relâmpago que vinham da “assistência” pagaram a conta e piraram-se quem sabe, se para ir demonstrar a sua “assertividade” politica por outras paragens. Ainda bem!
Mas talvez irremediavelmente infectado com SPS (Síndrome da Politiquice Sazonal) surgiu-me uma questão que me tem andado a aquecer nos últimos dias, a da baixa produtividade cá do burgo.
Confesso que apenas agora percebi como se calcula o raio da produtividade (sim o Brócolo tem mais que fazer) e ao contrário daquilo que pensava até é uma conta ao meu alcance!
=PIB/Nº Trabalhadores activos. Imediatamente compreendi porque a nossa produtividade é baixa em relação aos países do norte e imediatamente não compreendi como andam permanentemente a inventar teorias complicadas para o justificar. A resposta parece ser simplesmente: Economia paralela/evasão fiscal…Pois se ao PIB faltam uns milhões de €€€ quando se faz a divisão pela população activa, então quer dizer que o valor vai descer ao que se diz cerca de 25% certo?...E ouvimos sempre dizer que tem que ver com baixos salários, más condições de trabalho, clima temperado, genética condicionadora, etc.. O caraças! Que cambada de asnos/comunas maquiavélico-constitucionais…
Às vezes parece que quem faz estatística e análise económica e chega a determinadas conclusões não é muito diferente dos três estarolas da esplanada, a dar uns palpites julgando que estão a impressionar uma assistência atenta que está apenas e só farta de os ouvir...
Se assim não for então não me impressionem, expliquem-me.


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