O mundo está em crise e já que vão faltando ideias para além da clássica "vamos aumentar impostos outra vez pá", o Bróculo propõe uma aproximação diferente à maneira como nos organizamos enquanto sociedade.
Já que se fala inclusivamente em alterar a constituição, porque não aproveitar para dar um remédio letal ao muito enfermo modelo de sociedade em que vivemos? Proponho-vos e apresento-vos nem mais, nem menos que....
Uma "Sociedade Social"!
Como por esta altura devem estar a pensar...mas que raio é essa merda?
Pois muito bem, funcionaria mais ou menos assim: Para já o primeiro artigo da constituição aboliria qualquer tipo de impostos. (ponto final)...A riqueza é de quem a cria e de com quem a quiserem partilhar certo? Faz confusão a muita gente eu sei...
Em vez de termos um conjunto de organismos públicos a que chamamos "Estado", tendo em conta a experiência que temos tido e o "estado" a que isto chegou, cortava-se o mal pela raiz dizendo "matem o balofo!", finito, RIP...
Desse anafado e luxurio cadáver nasceria então este verde sonho da "Sociedade Social" (só para reforçar) por oposição ao "Estado social". Isto basicamente é uma forma de dizer que deixamos de ter um organismo aglutinador e redestribuidor de recursos, para termos TUDO entregue à iniciativa, organização, desenrrascanço, solidariedade e engenho privados...Um começo do zero sem tender sequer para o 8 quanto mais para o 80 a que chegámos hoje no que toca a peso do Estado.
Epá perguntam vocês mas o estado é que "garante" a justiça (justiça?), a educação (educação?), a saúde ( saúde?) e a democracia (democracia?) e eu digo-vos, por isso é que se trata de uma sociedade social, seria o inverter o paradigma. Em vez do povinho viver à custa de um estado que vive à custa dos poucos que trabalham, passaria a existir um "Estado suficiente" - na expressão exacta daquilo que a sociedade quiser que ele seja - que viveria da "caridade" da iniciativa privada. Cidadãos, empresas, organizações de solidariedade social, (que substituiriam o próprio estado em muitas vertentes) etc..Seria por assim dizer um estado teso mas honrado a viver à conta do rendimento social de inserção digamos.
Será esta uma ideia tão estúpida?
A partir do momento que ninguém nos obriga a contribuir e tudo o que ganhamos é para nós, não teremos o instinto natural de partilha e compaixão pelos menos afortunados? Extinguir o mau exemplo dos políticos não iria desencadear uma maior solidariedade? O mérito e o trabalho não seriam valorizados? Não provocaria uma inversão de mentalidades? Não nos responsabilizaria a todos pelo bem estar social em vez de entregarmos essa tarefa a políticos corruptos e ávidos de votos?
Será que em vez de andar toda a gente a fugir a impostos excessivos e injustos não andariam mais preocupados em canalizar algum do seu rendimento para a melhoria da sociedade? Porque precisamos de um estado tão inchado? Para que serve o intermediário? Assim todos seriamos estado e o estado seriamos todos nós. Não era assim que deveria ser?


Sem comentários:
Enviar um comentário