Ontem foi dia de despedida, pois que hoje, ainda de madrugada, o meu fiel amigo e companheiro Willy partiu.
Não vou falar dos aspectos clínicos que o levaram a estar internado quase uma semana, nem do seu sofrimento, nem do meu...É doloroso.
Apenas quero recorda-lo e homenagia-lo como ele merece!
Tinha 12 anos, uma idade respeitável para um cão, mesmo assim, pelo seu espírito jovem e forma física recente, sempre achei que teríamos mais uns anitos de praia pela frente...
O Willy tinha 3 prioridades: 1º a vadiagem, 2º a comida alheia e por fim, o dolce fare niente.
Era um daqueles cães cheios de personalidade e com uma inteligência algo perversa, formatada neste caso, para o crime calórico.
Teve uma vida de relativa liberdade e sempre andou sem trela. Não gostávamos de trelas mas sim de ar livre, da praia, do campo e da liberdade para se ser homem ou cão sem submissão.
Embora nos últimos 2 anos estivesse um pouco mais confinado era um cão com um território do tamanho do mundo!
Deu-me momentos de grande alegria e boa disposição, montes de boas recordações e múltiplas histórias para contar. Era como todos os cães um ser único e generoso.
A mim ninguém me convence que um cão não tem inteligência nem emoções!
E mais, os cães falam...a sua linguagem e entendem-nos muito melhor a nós, que nós a eles. Se há coisa que lamento foram as vezes que não o soube entender e interpretar. Desculpa lá meu cão...
Sei que deves estar agora na praia celestial, de orelhas ao vento, à procura da sandes de fiambre divina. Perdoa-me meu Deus, eu pago-te o pequeno almoço...
Willy, ou se preferires Jarabim, onde quer que estejas, obrigado por teres existido e teres feito parte da minha vida!
Liiiiiindooo cão!...Boooniiiiitooo!



3 comentários:
Eras de facto... muito liiindooo...
Eras de facto... muito inteligente... mesmo!
Sabias como nos trocar as voltas... e fazer-nos rir.
Adorava a tua dança circular junto ao portão para ir a rua...:D
Sei que Deus perdoa certas coisas... assim pequeninas... roubas as sandochas todas como só tu sabes fazer :) na praia celestial, tenho a certeza que és um espírito livre, feliz e que todos os anjinhos se vão rir das tuas traquinices... corre querido, corre de orelhas ao vento... :)*
Os animais ás vezes parece que sabem coisas que nós apenas desconfiamos.
Mais ligados á natureza, aliás alguém uma vez disse, "nunca vi um animal ter pena de si próprio" Apenas vivem!
O cão com dono, mais livre que conheci, como todos deveriam ser, apenas com a trela da amizade : ]
Sem dúvida, o W só deixou bons momentos com a malta. Ainda lhe dei boleia umas vezes, parece que ele até sabia que os amigos do Dono eram amigos dele também!!! : ] Espertalhão o gajo!
Continua a latir livremente com toda a gana e rebeldia, que aposto que te deixam voltar aqui á horta novamente ; ]
Ass: Diospiro
RIP willy.
abraço Pedro, a morte de um cão como o wiily, pelo que ele representou a nível de companheirismo, é como peder um amigo chegado.
agora arranja outro, que não roube sandes na praia e que não mije no frigorifico.
zé.
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