26 de maio de 2010

al-ma'adan



Para quem não sabe al-ma'adan é o nome original de Almada. Este conselho que era até há muito pouco tempo um deserto, desenvolveu-se deveras expeditamente.
Enquanto se fala por ai de TGV, e outras grandes obras, já este conselho serviu de laboratório experimental a uma micro-escala, da visão paradigmática do desenvolvimento nacional assente no lema "as obras megalómanas salvar-nos-ão um dia a todos!".
O TGV é hoje uma realidade no centro de Almada e arredores. De facto o train grand vitesse Almadense é mesmo muito rápido e faz o trajecto Almada-Corroios a tal velocidade que, se é certo não levar muitos munícipes lá dentro, já levou bastantes à frente até às portas do paraíso...Grande obra aprovada claro!
Por outro lado quando se fala de novo aeroporto, já Almada em antecipação fez uma pista de aterragem para turistas ao abrigo do programa Polis - com a carinhosa alcunha de Pontão - na qual aterra todo o tipo de labrego das mais diversas origens, aos fins de semana.

Quanto a travessias sobre o Tejo, já no tempo da outra senhora se inalavam os monóxidos da 1ª travessia sobre o rio, precisamente claro, na futuristica cidade de Almada! Esta não deixa de ser útil mas lá que é uma chulice, como de resto tudo nesta terra, é.
E com o seu sentido prático e empreendedor, Maria Emília, a nossa meritíssima  presidente da Câmara, não fica por aqui. A sua visão de "Almada terra (mal) pensada, terra (mal) amada" vai mais longe!
Enquanto os outros falam de mobilidade alternativa e de banir o automóvel dos centros urbanos, já ME o fez em Almada. Criou a bem amada e.calma para multar tudo o que não mexe, quer seja no agora sim deserto almadense, quer nas praias vazias da Caparica num dia de inverno. Tem um parque de 1000 lugares só para si? Acha que não precisa de tirar um ticket do parquímetro? Errado! O almocinho no Barbas vai sair para o carote. Ainda por cima sem direito a "aterragem" de cromos no pontão! Da próxima vez Sesimbra ou Tróia não?
Resta dizer que al-ma'adan quer dizer "a mina" o que vai totalmente de encontro aquilo que estou aqui a dizer. Claro que esta mina pouco beneficia o povo e muito beneficia comparsas da politica.
E não sei se mesmo assim se percebeu totalmente que, contra todas as expectativas, o nosso paradigma de desenvolvimento estava errado, então não é que as grandes obras nos acabaram por desgraçar a todos!?
Primeiro foi a tanga imaginada, depois foi a tanga cantada, e chegamos agora a altura de dar um pezinho de tango daqui para fora. De TGV, avião, carro, bicicleta ou a pé, é o salve-se quem puder pois o barco está-se a afundar!

3 comentários:

Anónimo disse...

Novo site do Movimento "Almada sem (E)CALMA".

Novo grafismo,
o mesmo Link!

Agora com secção de Notícias e de Downloads!
Imprima o material de divulgação do Movimento!

http://almadasemecalma.co.cc/

teresa disse...

Isto de andar a sacar dinheiro às pessoas não me parece nada comunista :) Não percebo como o POLIS pagas estas obras todas para quem visita e para os moradores e...no fim de tudo...toma lá parquímetro!

Anónimo disse...

O polvo é quem mais ordenha...