Quando era puto tinha o hábito de fugir da minha avó assim que chegava à igreja para ir à catequese. Ia de bicicleta ao lado dela e uma vez chegados ao destino, parecia o Lance Armstrong a arrancar fulgurante para uma recta final ao sprint!
Hoje vejo que provavelmente já teria um cu muito alerta na altura!
Olhando para os múltiplos escândalos relacionados com pedofilia na igreja, vejo que o primado da bicla me pode ter salvo de um andar novo quando era novo...
Será que ainda há algo de sagrado neste mundo? Ou sagradas serão as nossas necessidades mais básicas?
Espreitando esta sexualidade reprimida podemos tirar facilmente a conclusão de que assim como temos de comer, dormir e beber, o facto de termos uma sexualidade saudável é também essencial para uma existência feliz e equilibrada.
Começa a ser crivel que muitos dos jovens que se aprestam a ter uma vida "casta" são indivíduos com algum tipo de disfuncionalidade, frustração afectiva e/ou sexual, que não vão para freiras e padres propriamente à procura de Deus, mas sim de um buraco (passe o termo) para se esconderem do mundo.
Se a homossexualidade e a pedofilia são encaradas de animo leve pelas altas patentes da igreja, então que pensar da convivência de ambos os géneros por de trás (passe o termo) dos grossos muros dos conventos?
Se para os católicos mais ou menos fieis à igreja estas noticias serão com certeza muito decepcionantes, já para uma série de jovens borbulhentos, com hormonas histéricas e com pouco sucesso junto do sexo oposto (ou nem tanto), poderá ser uma hipótese tão motivante como os anuncios de recrutamento para a Armada Portuguesa!
E nós a julgar que ir para Padre era uma seca...Afinal de contas parece que as anedotas de freiras não fazem verdadeira justiça às raves conventuais!


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