6 de setembro de 2009

Liberdade



do Lat. libertate

s. f., faculdade de uma pessoa poder dispor de si, fazendo ou deixando de fazer por seu livre arbítrio

qualquer coisa;
gozo dos direitos do homem livre;
independência;
autonomia;
permissão;
ousadia;

- de consciência: direito de emitir  opiniões religiosas e políticas que se julguem verdadeiras;

- de imprensa: direito concedido à publicação de algo sem necessidade de qualquer autorização ou censura prévia, mas sujeito à lei, em caso de abuso;
- individual: garantia que qualquer cidadão possui de não ser impedido de exercer e usufruir dos seus direitos, excepto em casos previstos por lei.

Confesso que acompanhar a actualidade é das coisas que mais fazem do Bróculo Bróc
ulo em Brasa... Afinal de contas, isso não é ser livre, é deixar que a realidade nos absorva e nos tolha a nossa liberdade e a nossa criatividade, a nossa visão e os nossos ideais.
Jornais, blogs, canais de televisão, etc., todos à procura de explicações que justifiquem a existência de separação entre opiniões opostas, partidos diferentes e marcadas personalidades da vida publica gritando por atenção mediática.
Pode a politica intrinsecamente dar lugar a tanta paixão? O Bróculo não vai muito nisso, não me parece que isto possa ser fruto
de paixões ideológicas e espírito serventil. Ninguém ofende, mente, sacaneia, ilude e se desresponsabiliza por querer servir o povo. Esse é obviamente (para um não-politico) um valor demasiado alto para se descer tão baixo.
Aquelas lutas titânicas e debates inflamados são típicos de quem defende não o que é de todos mas sim o que é seu e só seu e quando os vejo a espumar da boca e a começar as frases por "EU" isto e "EU" aquilo, prefiro não me identificar com eles. Votarei sim mas com consciência de estar a votar num mal menor.
Mas se não é o escutismo, então o que moverá a classe politica? O que os faz quererem se-lo? Que sinais e que respostas é que a "actualidade" nos dá acerca desta questão? E que clarividência terão os outros, aqueles que não perdem tempo a pensar nestas coisas e simplesmente "cagam para a politica"?
As gentes desinteressadas, que até podiam pôr os interesses comuns a frente dos interesses pessoais e dar um novo rumo a este pais, fazem parte do ultimo grupo, mas infelizmente
como disse um destacado membro da nossa sociedade há uns tempos atrás, "a má moeda expulsa a boa moeda"...
No entanto e por oposição a isto, há também a ter em conta que aparecem novos soldados para esta guerra, afinal "se não podes vencê-los junta-te a eles" e, o cidadão comum adere à politica porque sabe que se não fizer parte do partido x ou y não tira os proveitos profissionais máximos e nunca atingirá as metas que ambiciona na vida. Se o objectivo é chegar ao topo ou lá perto, não se lá chega sem uma mãozinha de um camarada...
Para quem tem visto o autómato José Sócrates na sua versão 2.0 representando uma espécie de novela cibernética na televisão, a "realidade" confunde-se com a ficção...
E a realidade é que a liberdade está ameaçada porque os políticos procuram a auto-satisfação das suas ambições mundanas, fazendo um grande malabarismo para tal, mesmo que isso implique um muito pouco subtil lobbying em que se tenta comprar um canal de TV através de uma empresa publica (PT), depois despede-se o director conseguindo-lhe uma oferta de emprego (esta é obra!) e depois abafa-se uma pivô de telejornal com pressões a uma empresa espanhola. E já agora também não nos podemos esquecer da universidade que foi mandada fechar e outras coisas que tais. Se isto aconteceu tudo por acaso é bom que Sócrates comece a jogar no Euromilhões porque o gajo tem mais vaca que o Sporting no jogo com o Twente...
"Quando a imprensa é livre, as vantagens da liberdade contrabalançam-lhe os inconvenientes"

Benjamim Constant

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